sábado, 9 de maio de 2015

Morre SELMA DO COCO




Faleceu às 16h50 deste sábado (9), a artista Selma Ferreira da Silva, conhecida como Selma do Coco. Ela teve falência múltipla dos órgãos após 29 dias de internamento no Hospital Miguel Arraes, em Paulista. A cantora e compositora havia dado entrada no hospital após ter fraturado o fêmur em uma queda. Minutos antes da morte, Selma teve uma parada cardíaca, chegando a ser reanimada, mas não resistiu.

Durante a semana a cantora foi transferida para o Hospital da Restauração, onde passou por bateria de exames que detectou uma infecção urinária. Na quinta-feira (23), ela passou por uma cirurgia para correção da fratura. Desde então, vinha sendo tratada com diálise, após complicações nos rins.





Festejada pelos mangueboys e manguegirls, ela foi atração do festival Abril Pro Rock 1996, ao lado de nomes como Mundo Livre S/A, Camisa de Vênus e Chico Science & Nação Zumbi. A consagração veio com o hit "A rolinha", sucesso nos carnavais do final dos anos 1990. O primeiro disco, "Minha história", saiu em 1998. Nas letras, a cantora faz questão de reafirmar suas origens. "Eu moro em Olinda, canto coco há muitos anos, em todo canto, que beleza!".

O sucesso de Selma do Coco serviu de inspiração para o minidocumentário "Som da Rua", lançado em 1997 por Roberto Berliner. No filme, que pode ser conferido aqui, Dona Selma fala sobre as influências e origens do coco. Ganhou Menção Especial do Juri no Mostra Internacional do Filme Etnográfico/RJ - 1998, além do prêmio Sol de Prata no Rio Cine, em 1997.

Dona Selma também foi atração do prestigiado festival de jazz de New Orleans, nos EUA. Ela representou o Brasil na edição de 2001, ao lado de nomes como Hermeto Pascoal, Chico César, Cascabulho e o Maracatu Nação Pernambuco.

Em 2008, a coquista foi agraciada com o título de Patrimônio Vivo do estado de Pernambuco, um reconhecimento pelo trabalho desempenhado no âmbito da cultura pernambucana. E, em agosto de 2010, foi homenageada pelo Ministério da cultura e pelas comemorações dos 22 anos da Fundação Palmares, como uma das divas da cultura negra brasileira (Afro-brasileira), na área do segmento artístico, perdendo apenas, em votação online, para Chica Xavier, atriz consagrada e estrela global.