sábado, 14 de julho de 2018

XOXOTA TAMBÉM É ARTE: Durante o FIG vai ter uma exposição de várias vaginas de cores e tamanhos.





Não é piada e nem brincadeira durante o FIG 2018 vai ter uma exposição de Vagina, xoxota,

isso mesmo veja os detalhes a seguir:


Segundo ele, um debate interessante que pode surgir é a partir do suporte escolhido pelos artistas Ana Flávia Mendonça (Vaginas-Flores) e Tonfil (Memorial de mãos sem memória). “A argila, o barro em si, sofre uma discriminação na arte contemporânea e é bom trazer o debate sobre esse material porque traz uma reflexão sobre a artesania. Este é um preconceito que existe dentro das Artes Visuais, mas que não é discutido, e a ideia é também trazer isso à tona”, reforça Márcio Almeida.


Estudante de Artes Visuais da UFPE, Ana Flávia Mendonça participa da programação do FIG com a sua mostra individual – que já esteve em exposição durante a 9ª edição do UNICO – Salão Universitário de Arte Contemporânea do SESC. “Em Pernambuco a gente tem esse festival, o UNICO, que é voltado pra produção universitária. No final do ano passado fui uma das premiadas pelo SESC, que levou minha exposição para passar um tempo na unidade de Casa Amarela, no Recife, e depois em Petrolina”,detalha a jovem artista.


“Quando expus na mostra do SESC, eu tinha 21 peças. Para o Festival de Inverno, irei levar 45 unidades. Espero ter um dia 100, 200, 500 vaginas. Quem sabe até fechar uma galeria com essa exposição”, sonha alto Ana Flávia, que conta que o projeto nasceu a partir de mulheres admiráveis que tinha por perto. “Seja uma avó ou uma professora, por exemplo, partiu da admiração por mulheres próximas. À medida em que a ideia foi crescendo, começaram a participar pessoas desconhecidas, e foi incrível essa troca. Também teve gente que viu a primeira versão da mostra e quis participar. Com o tempo perdi o controle disso, e passaram a me procurar bastante”, revela.


Para ela, a proposta da mostra é quebrar o tabu sobre o corpo feminino. “Que a gente possa discutir e falar sobre o assunto, trazer a tona a discussão sobre vaginas. E o retorno do processo de criação das peças foi algo muito interessante porque se revelaram coisas incríveis. A mostra tem um poder grande nas entrelinhas, através dos relatos, da voz feminina que ecoa, seja através dos preconceitos e abusos sofridos, ou através da cura. E o projeto tem também a intenção de engradecer a força da diversidade, exaltar a beleza da diferença. Quando a gente vê uma parede com várias vaginas, diversos detalhes, a força do conjunto passa uma mensagem que cada uma, com sua singularidade, faz parte de um universo muito bonito”, descreve Ana Flávia Mendonça.


Além das 45 peças, que retratam a vagina feminina numa comparação à espécies de flores, a exposição apresenta também os relatos das mulheres participantes. “Quando elas eram convidadas recebiam junto à carta de convite um espelhinho, que era para se olharem e se conhecerem ou reconhecerem. Foi um processo bem mágico. Os relatos de cada mulher estarão pendurados juntos aos espelhos de cada uma. Já as peças são feitas de cerâmica, e para elas utilizei barros e pastas de cores diferentes, na tentativa de encontrar as várias tonalidades do corpo humano – uns mais claros, intermediários e mais escuros”, pontua a artista.

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